Oláaa! Quanto tempo! Férias são férias, e vindo de alguém
temporariamente desempregada e de férias da faculdade, férias significam praia.
Mas – e é irônico falar isso sendo que não ando fazendo nada de muito empolgante
- estava cansada do marasmo já. O positivo é que botei leitura em dia enquanto
passei horas jogada em uma rede, na minha humilde – humilde mesmo - casinha de
praia. Como você pode (ou não) saber, curso jornalismo já há um bom tempo, e
livros da área me interessam. Para expressar melhor, é uma das únicas leituras
non-fiction que eu tenho gosto por ler. Numa manhã fui acordada com minha
querida mãezinha me jogando um presente na cabeça (literalmente!): um livro que
ela encontrou numa promoção por $2,50! Bizarro, eu sei. Eu achei o livro tão bom
- principalmente considerando o valor que estava sendo vendido – que mereceu
uma resenha aqui. Espero que se você tenha algum interesse pelo jornalismo,
pela fotografia ou simplesmente acredita que ser fotografo/jornalista é moleza,
dê uma lidinha. É um livro curto e cheio de imagens! *risos*
Nome: Caçadores de Luz – Histórias de
fotojornalismo
Autores: Alan Marques, Lula Marques e
Sérgio Marques.
Editora: Publifolha
Ano: 2008
Páginas: 237
ISBN: 978-85-7402-899-6
Compre: Estante Virtual, Saraiva, Cultura.
O livro é narrado em primeira pessoa e é, na verdade, uma
coletânea de contos; experiências vividas pelos três. É dividido em três
partes: A luta pela imagem, Histórias de presidentes e Celebridades do mundo
político. Cada pequena história é aberta por uma página contendo a foto
relacionada, o título e o nome do fotógrafo/autor da vez.
Eu, particularmente, não gosto de política. E eu sei, nunca
esqueço o que ouvi de um professor – o melhor professor que já tive até hoje -,
no início da faculdade “jornalista não tem opção de não gostar de política,
tudo é política, tudo ENVOLVE política, não só políticos e senado”. Mas não
gosto. ME OBRIGUE.
ACHO que isso foi minha surpresa, pois me conhecendo sei que
largo rapidinho um livro que envolva esse
tipo de política. Mas o modo como os três irmãos fotojornalistas abordaram
o assunto transformou muitas das experiências envolvendo presidentes e senado
em uma situação inusitada, engraçada e me fez ver o jornalismo político com
outros olhos. Ou pelo menos o fotojornalismo político.
Ainda não trabalharia na área se tivesse opção.
No livro há histórias derivadas, mas o foco na política é
visível. Acho que o motivo é porque um escândalo político é o que o brasileiro
mais gosta e é o que o jornal mais procura. Afinal, para famosos temos os
paparazzis, não fotojornalistas. Histórias que te deixam pensando, como a do avião
da Gol que caiu em 2006, e histórias inusitadas que fazem com que seja
compreendida as dificuldades de um profissional da área. Tapas, costelas
quebradas, prisões fora de hora, fome, sono, sede, doenças... Alguém dê um
prêmio pra cada um desses fotógrafos guerreiros? Apenas acho válido ein.










